
Em 05 de maio de 1994, morria Mário Quintana. Lembro da minha mãe dizendo que era comum vê-lo caminhando pelas ruas do centro de Porto Alegre, já velhinho. Um dia, menino, eu caminhava pela praça da Alfândega em Porto Alegre e o vi, de fato. De bengala, acusando o peso dos anos, mas com uma aura única, especial. Saudades de Mário Quintana. Aqui vão algumas frases e poemas dele, geniais como sempre.
"Mas, afinal, para que interpretar um poema? Um poema já é uma interpretação."
"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil"
"A função do poeta não é explicar-se. A função do poeta é expressar-se"
"Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei…
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei…)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar, Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso…"
(NOTA: Não é que achei no google uma foto do Quintana justo na praça onde eu o encontrei na minha infância? Legal, né?)
"Mas, afinal, para que interpretar um poema? Um poema já é uma interpretação."
"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil"
"A função do poeta não é explicar-se. A função do poeta é expressar-se"
"Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei…
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei…)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar, Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso…"
(NOTA: Não é que achei no google uma foto do Quintana justo na praça onde eu o encontrei na minha infância? Legal, né?)

Um comentário:
Olá, rapaz! Nossa, grande Mario! Um dos poetas que eu mais admiro.
Que sorte a sua de o ter encontrado, msm que na infância...
Obrigada pelo comment no meu blog e por seguir meu "trabalho".
Quanto à Lavínia, faço minhas as palavras de Fernando Pessoa:
"A obra pseudônima é do autor em sua pessoa, salvo no nome que assina; a heterônima é do autor fora da sua pessoa; é duma individualidade completa fabricada por ele, como seriam os dizeres de qualquer personagem de qualquer drama seu"
...
;)
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