19 de abril de 2009

Quem faz um poema, salva um afogado

"Consegues, através dos teus textos, revelar um pouco de ti, mas também de momentos que servem para cada um... adorei" (Iza)

O poema do Mário Quintana em um post anterior não diz exatamente isso? Quem faz um poema, salva um afogado.

Bom, vamos ao poema que escrevi quinta-feira passada, no intervalo entre minhas aulas. Lançando a bóia-salva vidas, hehehe

Amargura

Agrura de sentir
essa dor no meio do estômago
esperar por palavras de compensação
e não o riso contido
atrás da irritada negação

Tão simples seria
Demonstrar a prometida
gratidão, mas não
Indiferente prefere
esconder-se da falação

Hoje, momento de decisão
Espero para decidir
Se na mudança (por vir?)
alcanço redenção

Senão, desculpem-me
Vou sepultar esse homem
Principe encantado?
Nunca mais não

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